Bom, mexendo nas minhas coisas lá em casa ontem, achei um texto escrito há exatos nove anos. É um daqueles textos que podemos classificar como "atemporal", pois passam-se os anos e ele continua atual, verdadeiro. E gostaria de compartilhá-lo justamente hoje, 17/06/2013, pois ele por si só explica o motivo de minha homenagem no post logo abaixo. Se você já leu este texto, leia novamente, vai valer a pena...
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Só hoje...
Bom, mexendo nas minhas coisas lá em casa ontem, achei um texto escrito há exatos nove anos. É um daqueles textos que podemos classificar como "atemporal", pois passam-se os anos e ele continua atual, verdadeiro. E gostaria de compartilhá-lo justamente hoje, 17/06/2013, pois ele por si só explica o motivo de minha homenagem no post logo abaixo. Se você já leu este texto, leia novamente, vai valer a pena...
sexta-feira, 14 de junho de 2013
E hoje eu sei...
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi à consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido às aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
*Nem Verissimo, nem Jabor, muito menos Miguel Falabella. A autora do texto sensacional acima é a escritora gaúcha Martha Medeiros. Foi publicada originalmente no dia 20 de Julho de 1998 na coluna que ela mantinha no site “Almas Gêmeas”. Posteriormente alguém acrescentou alguns itens ao final do texto e creditou-o ao Falabella. Daí a virar Verissimo e Jabor foi um passo. Aliás, é só um texto dar uma voltinha pela net que já vira Verissimo e Jabor quase que automaticamente. Incrível. Como quase todos os textos surrupiados, este também foi mutilado e distorcido, tendo mais de uma versão em circulação (o que me leva a crer que nem tudo acontece tão “sem querer” quanto a gente prefere acreditar). Acima, vocês leram o texto original, assinada pela autora no Almas Gêmeas (http://autordesconhecido.com.br/?p=29)
terça-feira, 2 de abril de 2013
Será que ainda tem jeito???
sábado, 30 de março de 2013
Eu queria mais...
Queria ter mais tempo, pois por todo o tempo que eu ainda tiver, no final, ainda terá sido pouco. E aí, quem sabe, quando minha ausência se fizer presente, eu serei alguém realmente importante.
sábado, 1 de setembro de 2012
Minha vida não é uma receita de bolo....
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Hoje eu acordei sorrindo.........
sábado, 4 de fevereiro de 2012

SÓ HOJE...
Tem dias em nossas vidas que são atípicos... aqueles que fazem nossa rotina sair dos trilhos. Às vezes são tão diferentes do que estamos acostumados que viram de cabeça para baixo nosso dia a dia.
Esta semana eu tive um dia assim, diferente. Ou melhor, uma tarde. Sai do trabalho e tirei algumas horas para mim mesma. Fiz coisas que em quase trinta anos de vida eu não tinha feito uma vez sequer.
Aproveitando um cupom de compra coletiva que ia vencer, fui me maquiar. Mesmo sem ter motivo especial ou algum evento para ir. Em plena quinta-feira! Ou eu usava o cupom ou perdia o bônus. Então... lá estava eu (que mal passo um batonzinho) passeando pela rua toda produzida. (comédia demais... hahahaha)
Como era minha tarde de folga, resolvi de última hora radicalizar e resolvi ir ao cinema. Com quem? Sozinha. Loucura? Para mim, pode ser, com certeza.
Quem me conhece bem pode pensar: “você? Ah não, duvido!” Sabendo que eu não gosto de ficar sozinha, que dependo da companhia das pessoas para fazer as coisas, realmente dá para duvidar. Mas é isso aí, eu fui... Até eu fiquei surpresa com minha própria atitude...
Como eu disse, em quase trinta anos, fui ao cinema sozinha pela primeira vez. Companhia só da minha mente, o que para uma escritora de imaginação fértil (e eu me considero uma), foi o suficiente. Quando se está sozinha, dá para prestar atenção em coisas que às vezes já se viu e não reparou.
Podemos não ter consciência, mas existem coisas que já experimentamos, e que, no entanto, nos parece completamente novas quando passamos pela segunda vez. Isso acontece porque passam por nós sem que percebemos. E não percebemos porque estamos tão acostumados a elas que deixamos de dar importância. Como aquele sorriso, aquele olhar, aquele abraço, aquele beijo...
Saí do cinema, andei pelo shopping, passei, comi num restaurante onde nunca tinha ido. Não me preocupei com horário, apenas deixei que o relógio cumprisse seu curso. Aproveitei o momento para ficar na companhia dos meus pensamentos. Foi legal.
Terminei a noite como uma criança, em cima de uma daquelas máquinas de dança (que também nunca tinha brincado, mas morria de vontade). Mas tive que me conter; primeiro porque tinha muita gente olhando e segundo, porque minha pequenina parceira queria monopolizar a glória da brincadeira só para ela. (hahahaha)
Depois de um dia como esses ainda fica um de coisas que eu ainda não fiz e que gostaria de fazer. Viajar até a Itália é uma delas. Passear pelos vales da Toscana, conhecer os monumentos seculares... um dia. Mas também quero fazer muitas outras que não precisam nem de ir tão longe ou gastar muito dinheiro, como, por exemplo, escrever meu livro, dançar a dança do ventre para uma pessoa especial, dormir de conchinha, subir na garupa de um motociclista sem destino certo e ir por uma estrada com o vento acariciando meu rosto e só parar para ver o sol se pondo no horizonte no aconchego de um doce abraço.
Um dia, que sabe...
Com qualquer humor, com qualquer sorriso.... só hoje...
sábado, 28 de janeiro de 2012
Para tudo há uma saída...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Tudo é relativo......
Na vida tudo é relativo. Tudo depende do modo que você vê as coisas, da maneira como algo acontece, de quem está por perto, de como uma palavra é dita...
Às vezes fazemos julgamentos precipitados das coisas simplesmente por conhecermos apenas um lado da moeda. Então, dependendo “do andar da carruagem”, tudo se esclarece e talvez você tenha que abrir mão de seus pré-conceitos já formulados porque percebeu que se equivocou em sua análise inicial. E aí, meu amigo, eu repito: tudo é relativo.
Se você acha que nem tudo é assim, vou tentar expor melhor minhas ideias.
Por exemplo: quando alguém lhe relata um fato ocorrido, com certeza esta pessoa está narrando do ponto de vista dela. Mas nem sempre esta versão dos acontecimentos é a correta ou está sem os devidos acréscimos que o ser humano adora na hora de contar uma história. Por isso tudo depende, tudo é relativo.
Num dia desses ocorreu-me um fato inesperado e que ilustra muito bem minha posição e que me fez refletir exatamente no momento em que meus dentes cravavam algo macio e quente.
Pense no chocolate ou bombom que você mais gosta.
Se você for a uma loja e comprar, você vai simplesmente abrir a embalagem e morder sem cerimônia, satisfazendo sua imediata vontade. Mas, quando se ganha seu bombom preferido de uma pessoa que é especial na sua vida, num momento que você não esperava ganhar absolutamente nada, tudo muda.
Você olha para aquele chocolate diferente. É como se aquele objeto em suas mãos estivesse sendo visto pela primeira vez. Você presta atenção às cores do papel, pode ser que até leia as informações da embalagem...
Você desembrulha devagar, dá a primeira mordida, saboreia cada pedacinho, mastiga lentamente, sente o sabor e a textura do bombom para que a sensação se prolongue mais e mais. Se o recheio é crocante, fica mais crocante ainda...
Se o presente for único é possível que fique intocável por um bom tempo, como se fosse uma relíquia, um tesouro, uma lembrança. Mas se vem acompanhado de outros – como numa caixa de bombons, por exemplo – pode ser que um sentimento egoístico até tome conta da pessoa. Procura-se comer escondido para não ter que dividi-lo com ninguém, afinal, foi dado a você por alguém especial. E quando come, é com cautela; um de cada vez, para que não acabe rápido demais e termine o encanto.
Às vezes até guarda o papel – como um troféu num museu – como recordação para se lembrar da pessoa e do cuidado que ela teve em lhe dar não qualquer bombom, mas exatamente aquele que é o seu preferido.
E isso faz toda diferença.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Coragem!!!
Em pleno século XXI, após mais de 2000 anos de (con)vivência e evolução, o ser humano parece não ter aprendido algumas das mais simples lições. O tempo passou, mas em certos quesitos o homem está longe de chegar ao nível ideal e esperado para “o filho do criador”. Amor e respeito ao próximo, um dos dez mandamentos que nos foi ensinado, foi também esquecido.
Em nosso dia a dia é fácil encontrar situações que possam ilustrar o descaso do ser humano com seu semelhante. Nas filas de banco, no trânsito, nos supermercados, e de uma maneira geral, presenciamos pessoas tentando levar vantagens ao “furar filas”, passando na frente, tomando a vez de outros... E o pior de tudo isso: ainda acham que estão com a razão!
É triste de ver que o que mais falta a alguns seres humanos é educação. Não aquela que se refere a disciplinas como o Português e Matemática, mas àquela educação essencial que nos faz sermos considerados verdadeiros cidadãos.
Aquela educação que deveria estar presente nas escolas, para ensinar o respeito ao próximo, ensinar a não jogar papel nas ruas, a cuidar da natureza, a ser honesto, a lutar pelos seus direitos, a ser justo e não fazer julgamentos...
Sem esses conhecimentos hoje o homem mata, rouba, desrespeita, assiste a seu próximo morrer de fome, pratica a corrupção sem nenhuma compaixão no coração. E comete esses atos bárbaros com uma naturalidade alarmante, como se isso fosse algo comum de ser feito.
Será que não pesa na consciência dos políticos que desviam verbas públicas para seus próprios bolsos, meias e cuecas ao saber que milhares de pessoas morrem em filas de hospitais superlotados? Ou que tantas outras passam fome enquanto eles esbanjam e desperdiçam recursos, dinheiro, etc?
Será que um ministro ou um deputado – que ganha em um mês o que muitos não ganham em um ano – que usurpa e desvia recursos dos menos favorecidos em prol de seus interesses pessoais têm consciência? Penso eu que não.
Então me pergunto: você está satisfeito com o ser humano? Com seus governantes? Com os acontecimentos que você assiste nos telejornais? Com a violência?
E se, como dizem, o mundo é feito de perguntas e não de respostas, o que você está fazendo para mudar esta situação?
Coragem!!! Tenha coragem para mudar, para agir e fazer a diferença, fazer um mundo melhor; não para seus filhos, mas para você, pois se hoje não fizermos nada, não haverá futuro para ninguém.
Coragem!!!





